Como ser o protagonista da sua carreira e da sua vida?

John Cymbaum, sócio da FTR, discorre sobre o tema nesta série produzida para o site http://vagas.leroymerlin.com.br/videos-atualize-se/Protagonismo—parte-1. Neste primeiro vídeo, John ensina o que é o protagonismo profissional e pessoal, ou seja, você como personagem principal da sua carreira e da sua vida.

Diferenças entre Coaching, Mentoring, Counseling, Consultoria e Psicoterapia

Muita confusão se faz entre estas atividades! Leigos ou profissionais da área ainda colocam várias dessas modalidades de assessoria ao desenvolvimento pessoal ou corporativo no mesmo cesto. O principal objetivo com esse pequeno artigo é, de forma clara e objetiva, esclarecer o que é e o que não é cada um desses serviços, qual é a responsabilidade dos profissionais, além de indicar qual deles é mais apropriado a qual tipo de questão. Meu desejo é o de clarificar conceitos e aplicabilidade dos processos de coaching, mentoring, couseling, consultoria e psicoterapia (não necessariamente nesta ordem).coaching mentoria psicoterapia

Consultoria (do latim consultare – dar ou receber conselhos) é o fornecimento de determinada prestação de serviço qualificado, oferecido por um profissional especializado e conhecedor do tema. Não há uma formação única para ser consultor. É exercida por engenheiros, Continuar a ler

Coaching e Pilates

Por Carlla D’Zanna

Agradeço por todas minhas hérnias de disco, pois sem elas talvez eu não tivesse descoberto tantos benefícios que o Pilates pode proporcionar!!

Ao ler a frase acima talvez você esteja se perguntando: o que é que uma atividade tem a ver com a outra?

Descobri que ambas promovem bem estar e distendem o potencial humano. Segundo Joseph Pilates – seu nome dispensa apresentações – o princípio básico para sua técnica é a contrologia, ou seja, o controle consciente de todos os movimentos musculares do corpo e a correta aplicação dos princípios de força dos ossos do esqueleto. Coaching, por sua vez, visa a ampliação da consciência para garantir o uso maximizado de todo nosso potencial humano.

Quando descobri isso fiquei intrigada e muito interessada em descobrir maiores correlações entre essas práticas de desenvolvimento, principalmente quando me lembrei da frase celebre do poeta romano Juvenal – mens sana in corpore sano  (mente sã num corpo são) – a qual propõe a integridade do ser em todos seus aspectos.

Faz tempo que venho buscando uma atividade física que seja balanceada para meu corpo e mente, proporcione um trabalho de força, alongamento e bem estar.

Depois de tantas recomendações e tendo a oportunidade, resolvi começar a fazer Pilates, uma atividade física que propicia um sistema completo de condicionamento físico e reeducação postural.

Muito intenso e centrado, o Pilates trabalha cada músculo e parte de meu corpo de forma focal e individual, atingindo o que realmente preciso para alcançar os meus objetivos. Embora seja um grupo de 4 alunos, existem 2 professores para nos atender, e acaba sendo um momento muito personalizado para cada um que está participando.

Outro dia, enquanto fazia meu exercício para fortalecer o músculo abdominal – aliás, utilizamos muito a força abdominal para todos os exercícios –, o coaching me veio à cabeça. Uau, foi um insight e uma sensação de  bem estar. Pensei que enquanto me concentrava para trabalhar aquele músculo, havia uma pessoa ao meu lado, me apoiando e orientando para que o exercício fosse bem realizado e eu conseguisse, aos poucos, atingir o meu objetivo de fortalecimento daquela musculatura. Algo personalizado e para atender a minha necessidade.

Em coaching também trabalhamos com foco na necessidade do coachee (cliente de coaching) e isto é feito em fases até que esta necessidade seja amadurecida e as mudanças possam ser sentidas, vividas e transformadas em uma nova realidade conforme o desejo do cliente.

Como coach, acompanho,  apoio e questiono o coachee para que ele mesmo perceba se esta seguindo no sentido que deseja para alcançar seu objetivo principal.

Em coaching, a musculatura é representada pela competência que trabalhamos como cliente e, assim como no Pilates e também em outras atividades físicas, é preciso se exercitar  para fortalecer o músculo (no exercício físico) e a competência comportamental (em coaching).  Outro ponto importante é a continuidade e freqüência semanal ou quinzenal para a efetivação e manutenção de suas conquistas. É sempre importante resgatar o material utilizado e trabalhado no processo para que esteja fresco na memória e em prática em suas atitudes diárias. Para haver uma transformação precisamos desta constância e disciplina, assim como no exercício físico.

Conectar o coaching e o Pilates foi uma descoberta muito boa para mim, e, nas minhas aulas, eu sou a coachee e com muito prazer. Aprendo, troco com a professora, me esforço para realizar o que procuro. Muito gratificante também poder ver a evolução dos resultados que são visíveis a cada aula. Vou me sentindo mais preparada, segura e o impacto final é em minha  autoestima ao perceber que sou capaz e que, com esforço e dedicação, os resultados são possíveis.

E você, anda se exercitando para manter sua forma física e bem estar, ou para aprimorar suas competências e se tornar uma pessoa e profissional cada vez mais bem preparado?

Carla 2010Texto de autoria de Carlla D’Zanna, Sênior Coach e Consultora de Desenvolvimento, é Diretora Executiva da Transformação Consultoria em desenvolvimento Humano. Foi executiva na área de RH em empresas nacionais e multinacionais. Com mais de 25 anos de experiência, aborda e conduz com proeza a facilitação de workshops e coaching. Desenvolve projetos corporativos alinhados com  estratégias do negócio e pessoas, através da geração de soluções que aprimoram a imagem, cultura e valores organizacionais.

Publicado em 26 de maio de 2015.

Coaching ou Psicoterapia: do que seu cliente precisa? Um texto de reflexão para coaches!

Coaching ou Psicoterapia: do que seu cliente precisa? Um texto de reflexão para profissionais de coaching

Por Carlla D’Zanna

  • Será que todos que te procuram tem clareza do que precisam?
  • Você acredita que pode atender e apoiar todos aqueles que chegam até você?
  • Você tende a “encaixar” as demandas que recebe na sua prática profissional?

Intrigada e curiosa com estas questões decidi pesquisar e analisar o que acontece quando nos deparamos com estes dilemas. Te convido a ler este artigo e refletir seriamente sobre as questões apresentadas e sobre como você se coloca frente a elas: Coaching ou Psicoterapia?

Seja honesto com você mesmo!

  • Como fazer uma indicação adequada?
  • Como tomar uma decisão que possa apoiar o autoconhecimento da melhor forma?
  • Quem está em foco, seu cliente ou você?

Sei que estas são questões que podem incomodar muitos de nós, profissionais de desenvolvimento humano. Alguns porque acreditam já possuir total domínio ético sobre seu trabalho, e outros por acharem tais questionamentos irrelevantes. Entretanto, posso garantir que minhas idas e vindas conversando com colegas e clientes, revelaram que tanto coach, quanto coachee podem se beneficiar deste processo reflexivo, pois ambos são humanos. O que quero dizer é que tanto um quanto o outro podem se confundir ao fazer suas ponderações, afinal tendemos a analisar os fatos e a fazer nossas escolhas a partir de nossas experiências e crenças.

Como profissionais precisamos dar o máximo de informações para nossos clientes e não podemos nos deixar levar pelo simples desejo de ajudar ou de querer fazer o trabalho. Anos atrás, um texto muito interessante me foi apresentado, chama‐se “A Gula Terapeutica” (www.transformacaoconsultoria.com.br), onde Frank Furedi, professor de sociologia na Universidade de Kent, no Reino Unido, discutia os modismos e a possível banalização das ciências do desenvolvimento humano em função da avidez pela excelência do ser e exigências sociomercadológicas. Passada mais de uma década, me parece que o cenário não está muito diferente, afinal a cada dia encontro mais e mais pessoas querendo aprender a lidar melhor com seus altos níveis de exigência – ser um excelente profissional, mãe, pai, filho, amante, professor, etc.. Isso pode nos levar a uma certa “Gula de Coaching”? Será que todos que nos procuram demandam coaching?

No final dos anos 1990, Furedi falava na Cultura da Terapia, como algo que estava sendo cada vez mais estimulado pelos meios de comunicação de massa e que rotulava as necessidades cotidianas dos indivíduos que precisavam lidar com um novo jeito de ser e fazer as coisas (estressado, ansioso, fóbico, traumatizado, etc.). Isso fazia com que a psicoterapia fosse percebida como uma espécie de “tábua de salvação”. Hoje, será que já podemos falar de uma Cultura de Coaching? No Brasil creio que ainda não, pois sua maior difusão ainda está no ambiente corporativo. Contudo, quando viermos a ter uma Cultura de Coaching, pois acredito nisso e em seus benefícios, poderemos abordá-la de uma forma muito positiva.

O estimulo ao coaching vem crescendo, e, para que possamos fazer um trabalho impecável, sem nos deixar corromper pelo ‘pecado da gula’, basta agirmos de forma madura e ética. O coaching não é a “moderna tábua de salvação”, é, sim, mais uma das formas que existem para garantir o desenvolvimento continuo, porém com foco em resultados específicos. Trata-se de um processo que possibilita às pessoas tornarem-se cada vez melhores e mais felizes. O fato é que existem tantas abordagens e modalidades que se propõem a favorecer o desenvolvimento humano que, não é raro me perguntarem: qual é o processo de desenvolvimento/ autoconhecimento que melhor se aplica à mim? Ou, ao meu cliente? Devo fazer psicoterapia ou coaching? Qual é a diferença entre eles?

Acredito que exista uma diferença importante e que distancia em muito ambos os processos, afinal o coaching se propõe ao apoio com foco no gerenciamento do centro de forças de cada individuo. Ele não se propõe a encontrar o que está faltando, mas sim a potencializar o que já existe dentro de cada um, como uma pedra preciosa que sai de seu estado bruto e ganha ainda mais valor ao ser lapidada. Como psicóloga e coach me sinto à vontade para dizer que ambas as práticas se destinam ao crescimento e valorização do ser, portanto não existe uma melhor ou pior que a outra (da mesma forma quando comparamos o coaching a outros processos como counseling, mentoring, treinamento, consultoria ou outros).

Existe sim uma mais adequada ao momento e situação requerida pelo cliente. Desta forma, torna‐se fundamental compreender o que faz com que as pessoas busquem o apoio de um profissional especializado e agir com ética para fazer a indicação mais apropriada. Em geral, a principal razão que leva uma pessoa para a psicoterapia é a necessidade de livrar-se de um desconforto ou sofrimento. O que leva ao coaching é o desejo e a necessidade de avançar rumo a um alvo, a caminho das metas desejadas. Os psicólogos são procurados por pessoas que estão passando por tormentos psíquicos, mas também podem ser abordados com o objetivo de produzir maior autoconhecimento olhando para suas vidas de maneira mais densa. Os coaches são procurados por pessoas que desejam romper limites, mudar sua direção na vida, atingir e manter alto nível de produtividade humana (desempenho + prazer).

Apesar de compartilharem aspectos comuns, os processos psicoterapêuticos e de coaching são bem diferentes. A psicoterapia trabalha com foco no passado e privilegia as causas de suas questões, enquanto o coaching mantém atenção no futuro e na transformação da ação, levando ao alcance dos resultados desejados. O coaching concentra-se na definição clara de objetivos, na criação de resultados e na gestão de mudanças pessoais. Ele apoia o crescimento pessoal e profissional baseado na aquisição de novos hábitos de comportamento.

Em certa ocasião, num seminário, depois de eu ter explicado as diferenças acima mencionadas, alguém me trouxe a seguinte questão: ainda estou confuso, pois se o cliente diz querer compreender seu passado e também querer construir um plano para o futuro, o que devo fazer? Fiquei pensando em como responder a isso e, intuitivamente disse: “peça ao seu cliente para que ele fale sobre seus objetivos com o trabalho, ajude-o a clarificar esses objetivos, deixe que ele confie em você para que possa dizer qualquer coisa que ele queira, peça que ele lhe dê o máximo de informação possível sobre o que o deixará feliz e satisfeito quando o trabalho tiver terminado, estimule-o a falar muito sobre seus desejos, ansiedades e eventuais conflitos internos. Feito isso, veja se sua prática atenderá completamente as expectativas do seu cliente e lhe dê sua melhor resposta.” Ao terminar, perguntei a meu ouvinte se eu havia sido suficientemente clara. Ele respondeu: “sim, pois você acabou de colocar os princípios do coaching a favor do cliente, estou muito satisfeito.

Foi com esta experiência que pude concluir algo simples e ao mesmo tempo profundo, profissionais sérios, maduros e responsáveis são capazes de orientar bem aqueles que os procuram, pois, através de impecável escuta ativa, do conhecimento sobre a essência das diferentes práticas de desenvolvimento humano e autoconhecimento e de um comportamento plenamente generoso, pensará, prioritariamente, no bem-estar do individuo à sua frente. Dizendo assim pode parecer simples demais, por isso a importância de conhecer as práticas existentes e clarificar a necessidade do cliente.

Cada um desses processos exigem qualificações específicas, e, sem elas, nem mesmo se pode começar a ouvir alguém que procura ajuda. Os processos psicoterapêuticos só podem ser conduzidos por psicólogos formados e aptos a isso. Diverso a isso, o coaching só pode ser conduzido por um profissional que tenha formação específica e reconhecida na matéria (coaching) e, preferencialmente, com experiência prática comprovada durante o curso. Mas um coach pode ser oriundo de diferentes formações acadêmicas (administração, economia, medicina, filosofia, engenharia, contabilidade etc).

O coach é um profissional interessado em pessoas, com habilidades especificas que, através da metodologia aplicada, é capaz de ajudar seus clientes a alcançarem seus objetivos, seu pódio particular.

Acredito que todas as pessoas deveriam olhar profundamente para si e suas necessidades. Existem diferentes caminhos para a constante evolução, o importante é escolher aquele que traga benefícios mais amplos. Temos o dever profissional de ajudar nessa escolha oferecendo o máximo de informações.

Seja qual for o método ou abordagem escolhida, para dar o primeiro passo é necessário ter disposição e vontade para investir em si mesmo. Quando alguém apresenta uma queixa com desejo de “cura”(quadros de ansiedade, fobia, depressão, resolução de problemas emocionais, envolvimento com drogas etc) a indicação clara será a psicoterapia, mas, quando a questão é o autoconhecimento, a análise precisa ser mais criteriosa.

Precisamos educar a população para o coaching. Muita gente ainda não conhece esse trabalho. Por isso, existe muita confusão a cerca do que é o coaching e a que ele se propõe. Além disso, em função de tantas dúvidas as pessoas ficam indecisas sobre iniciar Coaching ou Psicoterapia.

Outro ponto importante é que essas práticas não são excludentes, ao contrário, é comum encontrarmos trabalhos complementares acontecendo, ou seja, coaching e psicoterapia concomitantes, com focos diferentes. Por exemplo, se o cliente revelar um estado emocional comprometido ou desequilibrado, a associação das abordagens é indicada. IMPORTANTE: elas não devem, jamais, ser realizadas pelo mesmo profissional, inclusive por razões éticas.

Devemos deixar evidente àqueles que nos procuram que, para o processo de coaching deve-se qualificar um objetivo, uma meta para que ele seja iniciado. Por outro lado, a psicoterapia debruça seu olhar no funcionamento, história, relações existentes e o ambiente que cerca a pessoa para trabalhar sua complexidade.

Uma outra diferença diz respeito à questão do tempo investido. No coaching, em geral, investe-se de seis a oito meses de trabalho com periodicidade quinzenal. Já a psicoterapia trabalha com a indeterminação do tempo, pois não há uma meta preestabelecida a ser alcançada. Vale lembrar que ambos os processos requisitam a participação ativa do cliente, entretanto, os processos psicoterapêuticos são mais condescendentes com o nível de entrega dos clientes, pois as questões latentes são consideradas.

No coaching, por sua vez, o nível de comprometimento precisa ser de 100%, pois a efetividade do trabalho está diretamente relacionada à conquista de resultados como consequência da ampliação da consciência e treino de novos padrões de comportamento. Para determinar se seu cliente poderá tirar proveito do coaching, lembre sempre, peça que ele elenque o que espera alcançar caso passe pelo processo. Quando a pessoa sabe o que quer e precisa, o trabalho produz resultados muito úteis.

Uma vez estabelecida uma relação de parceria, pergunte se seu cliente considera valioso conversar com outros profissionais e conhecer outros pontos de vista sobre a questão apresentada. Questione se ele está disposto a dedicar tempo e energia para fazer mudanças concretas em sua vida e, se a resposta for sim, o coaching pode ser uma maneira muito benéfica para o aprimoramento.

Carla 2010Texto de autoria de Carlla D’Zanna, Sênior Coach e Consultora de Desenvolvimento, é Diretora Executiva da Transformação Consultoria em desenvolvimento Humano. Foi executiva na área de RH em empresas nacionais e multinacionais. Com mais de 25 anos de experiência, aborda e conduz com proeza a facilitação de workshops e coaching. Desenvolve projetos corporativos alinhados com  estratégias do negócio e pessoas, através da geração de soluções que aprimoram a imagem, cultura e valores organizacionais.

 Publicado em 15 de abril de 2015.

O Quebra-cabeças da Independência Financeira Pessoal / El Rompecabezas de las Financieras Personales

Autoras:
Maria Angela Loguercio Bouskela – MBA; Médica; Coach e Mentora de Executivos
Akiko Kudo – Master in Science of Finance; IFC – Banking on women

Os fatores relacionados ao dinheiro, são os mais prevalentes como causadores de stress na vida das pessoas. São considerados um forte gatilho emocional e fonte de ansiedade e depressão, diminuindo a capacidade do indivíduo para lidar com a realidade e tomar decisões. Ainda, aumentam a raiva, a distração, a tendência a erros e acidentes. Considerando-se o dinheiro como afetando a dinâmica familiar, é a principal razão para o abuso, violência e divórcio. Pesquisas e publicações mostram que, ainda hoje, as mulheres têm menos interesse e conhecimento relevante em questões financeiras pessoais do que os homens. As razões para esta realidade são objeto de estudo, passando pela psicologia, antropologia, história, ciência política, o direito e muitas outras. Considerando-se uma perspectiva mais ampla, a reflexão sobre a liberdade do indivíduo, independente de gênero, passa pela dimensão financeira, onde sua relação com o dinheiro, pode ou não, viabilizar seus ideais de bem viver, de acordo com sua vontade e escolhas. Longe de nós, advogarmos pelo pensamento fixo em ganhar dinheiro como o objetivo principal de vida. Ao contrário, pensamos que o equilíbrio adequado em lidar com as diversas variáveis do planejamento financeiro, nos liberta, nos habilita na busca de nossos verdadeiros talentos, relacionamentos, atividades, compromissos, trabalhos, com a merecida liberdade de quem escolhe.

Capacitar-se e planejar-se financeiramente significa cultivar uma visão clara sobre seu contexto neste tema. Como consequência, criar disciplina e hábitos saudáveis para que seus objetivos sejam viáveis e sustentáveis.

O que a capacitação financeira implica?

De certa forma, quando você tem o controle sobre suas finanças, fica menos vulnerável em várias dimensões da sua vida. Podemos arriscar a dizer que você adquire mais liberdade.

Com o objetivo de motivar a reflexão sobre os aspectos co-relacionados da capacitação financeira, trazemos aqui uma breve abordagem sobre eles:

1- Que mudanças você faria na forma como lida com o seu dinheiro, se você desenvolvesse a auto-consciência sobre seus fundamentos pessoais, tais como, valores, ambições, necessidades, desejos?

2- Reconheça e escreva sua história na dimensão financeira. Qual o “DNA” financeiro da sua família? Que fatos marcaram a sua infância neste sentido? Que padrões você vê como repetitivos? Quais são seus “gatilhos” em assuntos financeiros e de consumo?

3- Conheça a história financeira de quem você ama. No caso de você ter um(a) parceiro(a) com quem você gosta de compartilhar sua intimidade, compartilhe. Vocês constatarão como os fundamentos familiares, a história de cada um, acarreta diferentes formas de lidar com o dinheiro. Criem um espaço seguro e uma linguagem em comum para empoderar e não perturbar o relacionamento.

4- Faça o seu orçamento: idealmente você pode ter um mensal, anual, de 5 anos e um orçamento de vida, que você atualiza com base em suas próprias mudanças, bem como, mudanças no meio ambiente e contexto macroeconômico. Quanto mais detalhado você o fizer, melhor detectará as alterações necessárias em cada momento. Estabeleça quanto dinheiro você precisa para viver a vida que você quer, a curto e longo prazo.

5- Estabeleça objetivos financeiros definidos com base no que é significativo para você. O que seria liberdade financeira para você?

6- Ganhe dinheiro: conhecer o seu próprio valor, maximizar o que você já tem, cuidar de suas heranças, ter um emprego, cuidar da sua educação continuada. Faça as perguntas: você quer fazer melhor? Você pode fazer melhor?

7- Gaste com sabedoria e coerência com seu plano de equilíbrio financeiro.

8- Economize dinheiro: Você pode decidir a viver abaixo de seus meios, oportunidade de ser mais simples e feliz. Você pode decidir pequenas mudanças para grandes recompensas, sem a necessidade de grandes mudanças de estilo de vida.

9- Evite endividar-se.

10- Invista: assim que voce domina a correlação entre seus ideais, ganhar dinheiro, poupar e gastar, é hora de ativar as oportunidades de investimento. Ainda, proteger-se do jogo da inflação, do risco da taxa de câmbio e conhecer impactos fiscais.

11- Prepare-se para situações inesperadas e/ou críticas da vida (parentes idosos, ajuda iminente a pessoas próximas, doenças inesperadas, acidentes). Proteja seus ativos com seguro.

Considerando os ítens citados como importantes para reflexão, agregamos uma importante observação: tente não ser um escravo do seu dinheiro. Disciplina e planejamento permitirão a você considerar o dinheiro como um objeto previsível para ajudá-lo a viver a vida que você deseja. Esteja atento para não ficar sujeito ao dinheiro.

MAB ilustração artigo

Autoras:

Akiko Kudo – Master in Science of Finance. Banking on Women, International Finance Corporation
Maria Angela Loguercio Bouskela – MBA; Médica; Coach y Mentora de Executivos

Los factores que tienen que ver con el dinero son los factores que causan estrés en las vidas de las personas. Los asuntos sobre el dinero pueden causar ansiedad, depresión y reducir la capacidad de hacer frente a la realidad, tomar decisiones y aumentar la distracción, ira, equivocaciones y accidentes. Dado que el dinero afecta las dinámicas familiares, es la mayor causa del abuso, violencia y divorcio. Estudios y publicaciones demuestran que, hoy en día, las mujeres tienen menos interés y conocimiento sobre asuntos financieros que los hombres. Las razones de esta realidad es el tema de muchos estudios en las ciencias sociales, psicología, evolución organizacional entre otras. Considerando una perspectiva mas amplia, la elección sobre la libertad del individuo pasando de la dimensión financiera, donde su relación con el dinero puede dar viabilidad como objetivo principal. Al contrario, pensamos que el equilibrio adecuado del planeamiento financiero nos ayuda a buscar nuestros verdaderos talentos, relaciones, actividades, trabajos como merecida libertad que uno escoge. La capacitación de planeación financiera significa cultivar una visión clara sobre su contexto en este tema. Como consecuencia, crear una disciplina y hábitos saludables para que sus objetivos sean viables y sostenibles.

Entonces, en este contexto, que quiere decir capacitación financiera?

En cierta forma cuando usted tiene control sobre sus finanzas, se hace menos vulnerable en varias dimensiones de su vida. Podemos arriesgar a decir que usted adquiere mas libertad.

Con objetivo de motivación a reflejar sobre los aspectos relacionados a capacitación financiera, ofrecemos aquí una breve descripción de ellos:

1- Que cambios haría usted en la forma que usted trata el dinero, si usted desarrolla auto-conciencia sobre sus fundaciones personales tales como valores, ambiciones, necesidades, deseos?

2- Reconozca y escriba su historia de la dimensión financiera. Cual es el “DNA” financiero de su familia? Que hechos marcan su infancia en este sentido? Que patrones usted ve como repetitivos? Cuales son su “gatillos” financieros y consumo?

3- Conozca la historia financiera de quien usted ama. En caso de que usted tenga una pareja quien usted ama y quiere compartir sus intimidades, compártala. Se dará cuenta que las fundaciones familiares, historia de cada uno lleva a diferentes forma de lidiar con el dinero. Cree un espacio seguro y un idioma común para empoderar y no perturbar la relación.

4- Haga su presupuesto: idealmente tendrá uno mensual, anual cada cinco años y uno para toda la vida, el cual usted lo puede actualizar basado en cambios que ocurren en su vida pero también en cambios en el ambiente y en el contexto. Cuanto mas lo haga en una manera muy detallada, usted descubrirá que es tiempo para un cambio. Establezca cuanto dinero usted necesita para vivir la vida que usted quiere vivir en el corto y largo plazo.

5- Establezca objetivos financieros definidos en base a lo que es importante para usted. Como ve su libertad financiera?

6- Gane dinero: conozca su propio valor, maximice lo que usted ya tiene, cuidado de sus herencias, el trabajo que tiene y de su educación continuada. Pregúntese: usted quiere hacer mejor? Usted puede hacer mejor?

7- Gaste con sabiduría y en forma coherente con su plan de equilibrio financiero.

8- Economice su dinero: Usted puede escoger vivir bajo sus medios, oportunidades para ser mas simple y feliz. Usted puede decidir que pequeños cambios lo llevan a grandes recompensas, sin un cambio de estilo de vida.

9- Evite endeudarse.

10- Invierta: cuando usted haya dominado la correlación entre sus ideales, ganar dinero, gastar y economizar su dinero es hora de activar las oportunidades de invertir. Protegiéndose de el juego de la inflación y de los riesgos de cambio monetario y teniendo estrategias de impactos fiscales.

11- Prepárese para situaciones inesperadas o criticas de la vida (padres mayores, ayuda, enfermedades inesperadas, accidentes). Proteja sus activos con un seguro.
Considerando estos ítems importantes para reflexión, agregamos una importante observación: trate de no ser esclavo de su dinero. La disciplina y planeación le permitirán considerar que el dinero es un objeto predecible que lo ayudan a vivir la vida que usted desea. Este atento para no ser sujeto al dinero.

Referências/Referencias:
1-Donna Skeels Cygan – The joy of financial security – 2013 Edition
2- Jaclyn J. Beierlein; Margot Neverett: “Who takes Finance”, Financial Services Review, 22: (2013) 151-171

 

MAB finançasTexto de autoria de Maria Angela Loguercio Bouskela, executiva da área da saúde, médica, pós-graduada em pediatria, MBA e coach,

 

 

 

e de Akiko Kudo, Master in Science of Finance e IFC – Banking on womenAkiko

Inteligência Tecnológica e a 3a Onda

zubis tecnologicos1O escritor de ficção científica americano Alvin Toffler ganhou notoriedade acima da média de outros escritores por bem identificar três movimentos distintos no processo de evolução social. Segundo Tofffler, passamos por 3 ondas evolutivas até o momento: a 1ª onda foi a fase agrícola, na qual o principal valor era a terra. A 2ª onda foi a fase industrial, na qual o maior valor eram as máquinas. E, por fim, veio a 3ª onda, a da informação, cujo maior valor é a inteligência. Toffler acertou em cheio. Apesar da já ter, aos 86 anos, declarado a existência de uma 4a onda (sustentabilidade e meio ambiente), a impressão é que ainda surfamos a 3a onda e o faremos por muito tempo. É a mais longa e desafiadora, simplesmente porque não é mais possível pensar nossos passos, nossas vidas sem o domínio de algum tipo de informação e, claro, de forma dinâmica e quase sempre volátil, ou seja, por mais que saibamos algo, logo se torna velho e não sabemos mais, voltamos à estaca zero. Quando o jornal era a maior fonte de informações, para que aquilo que foi lido virasse tapete para gaiolas de passarinho levava 2, 3 dias. Pense em uma notícia bombástica vinda por Whatsapp ou do Twitter. Não leu naquele momento? Perdeu. Continuar a ler

Em seu próximo treinamento de vendas, valorize as pessoas

Motivar é elevar o ser humano, não rebaixá-lo. Tem empresa que não percebeu isso ainda…

Há um tempo atrás, uma grande empresa foi multada pelo Ministério Público por exageros cometidos contra as pessoas em reuniões ditas “motivacionais”. Os funcionários precisaram caminhar sobre brasas para mostrarem-se “motivados” e “comprometidos”. Segundo consta nos autos do processo, aqueles com pior performance de vendas eram obrigados a dançar a duvidosa música “eguinha pocotó”. Funcionários da empresa entraram com uma ação conjunta por danos morais e, claro, ganharam. É triste ver isso na imprensa, mas mais triste ainda é saber que, em plena chamada era do conhecimento, isso ainda acontece.

motivação Continuar a ler

Alegria é ver o cliente multiplicar seu aprendizado

Imagem obtida em http://www.12manage.com/methods_mentoring.html

Caso: cliente de coaching de finanças pessoais. Sua demanda foi preparar-se para uma aposentadoria em cinco anos, tornar-se mais consciente das despesas e mais consistente em criar uma reserva. Apesar do pouco tempo pela frente, cinco anos, a base que ele possui é suficiente e o plano de ação tem sido seguido. Contudo, nada disto é tema para este artigo.

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